Urnas são abertas na Bolívia; Evo tenta 4º mandato em disputa acirrada

Pesquisas indicam grandes chances de segundo turno entre atual presidente e Carlos Mesa. Bons índices econômicos explicam longevidade de Evo no cargo, mas especialistas dizem que modelo pode rumar a um colapso se não houver ajustes.

Quase 7,3 milhões de bolivianos devem comparecem às urnas neste domingo (20) para as eleições que definirão o presidente e o vice-presidente para o período 2020-2025, nas quais Evo Morales busca o quarto mandato e tem como grande rival o centrista Carlos Mesa.


A votação começou oficialmente às 8h locais (9h de Brasília) e deve prosseguir até 16h (17h de Brasília). Os centros de votação permanecerão abertos por oito horas em todo o país.


A votação, que é obrigatória, foi aberta pela presidente do Supremo Tribunal Eleitoral (TSE), María Eugenia Choque, que garantiu a transparência da votação. A população "pode ficar calma, porque tomamos as medidas necessárias para proteger a votação", disse, diante dos temores de setores da oposição de que o partido no poder possa forjar alguma fraude.


O jornal boliviano "La Razon" informa, baseado em informações do governo e o Supremo Tribunal Eleitoral, que as eleições ocorrem com normalidade no país e nos outros 33 países onde a votação acontece.


María Eugenia, presidente do TSE, disse que 95% dos locais de votação abriram normalmente, mas faltam ainda relatórios sobre áreas rurais do país.

Um total de 7.315.364 bolivianos aparecem na lista eleitoral nacional. O órgão eleitoral autorizou 5.301 locais de votação, entre escolas públicas e privadas, enquanto

A maioria dos distritos eleitorais começou a funcionar sem nenhum incidente registrado até a última atualização da reportagem, segundo relatório da polícia.


Mais de 7 milhões de pessoas vão às urnas escolher presidente na Bolívia


Candidatos votam

Depois de votar em Chapare (distrito de Cochabamba), Evo Morales expressou confiança e otimismo.


"Acabo de votar, como me corresponde, e aproveito esta oportunidade para convocar o povo boliviano a participar nesta festa democrática", disse à agência de notícias France Presse.


Mesa, principal candidato da oposição boliviana, expressou sua desconfiança em relação sobre como a justiça eleitoral irá agir nas eleições deste domingo. Segundo ele essa entidade é um "braço operacional" do governo de Evo Morales.


"Eu não confio na transparência do processo, o Supremo Tribunal Eleitoral nos mostrou que é um braço infeliz do governo e nossa desconfiança é muito alta", disse Mesa à mídia depois de votar em uma escola no bairro de Mallasilla.


Possibilidade de segundo turno

O presidente boliviano Evo Morales tem a possibilidade de, pela primeira vez, enfrentar um segundo turno. Isso irá acontecer caso ele não consiga atingir 50% dos votos mais um ou 40% dos votos e uma vantagem de pelo menos dez pontos sobre o segundo colocado.


Quando foi eleito pela primeira vez, em 2005, Morales, que representa o partido Movimiento Al Socialismo (MAS), teve 53,7% dos votos, a primeira maioria absoluta na Bolívia em 40 anos. Em 2009, conseguiu 64,2% e, em 2014, teve 61,36%.


Desta vez, porém, com sua imagem desgastada após contestar um referendo que o impediria de disputar a reeleição e por sua resposta considerada insatisfatória aos incêndios florestais que afetaram o país nas últimas semanas, as projeções são bem menos otimistas.


Evo Morales chega para votar em escola na Vila 14 de Setembro, na região de Chapare, na Bolívia, neste domingo (20) — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters


No domingo (13), último dia em que foi permitida a divulgação de pesquisas, o resultado mais favorável foi apontado pela IPSOS, que dava a ele 40% de votos, contra 22% de Carlos Mesa, do Partido Comunidad Ciudadana (CC). Em terceiro aparece o senador Óscar Ortiz, da aliança Bolivia Dice No (BDN), com 10%. Neste cenário, o presidente ainda seria reeleito no primeiro turno.


Mas também esta semana a empresa CiesMori divulgou outra pesquisa na qual Morales teria 36,2%, Mesa, 26,9%, e Ortiz, 7,8%. Neste caso, a disputa seria levada a um segundo turno, a ser disputado dia 15 de dezembro.


por g1

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