Sindicato dos Enfermeiros alerta para a falta de EPIs em Sergipe

Sergipe já registra 14 profissionais da saúde infectados pela Covid-19

A taxa de profissionais infectados pelo novo coronavírus tem chamado a atenção no estado de Sergipe. Até o momento são 14 deles confirmados e parte do problema, segundo o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (Seese), se deve à falta de equipamentos de proteção individual, fato negado pelas secretarias de Saúde do Estado (SES) e de Aracaju (SMS).


De acordo com a presidente do sindicato, Shirley Morales, denúncias sobre a falta desses equipamentos já foram realizadas junto ao Ministério Público Estadual (MPE), e a situação nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e no Hospital Fernando Franco, no Conjunto Augusto Franco, tem se agravado com o passar dos dias. “Estamos tendo um grande número de profissionais infectados. Há um grande problema na dispensação de EPIs, sem que haja uma forma homogênea”, disse Shirley.


A representante do sindicato ainda informou ao F5 News que a situação se agravou a partir do momento em que a Pasta da Saúde resolveu delegar a cada UBS a forma de dispensar os equipamentos, ocorrendo ingerências. Em nota à imprensa, o sindicato solicitou garantidas as condições mínimas de trabalho, no que diz respeito ao fornecimento de equipamentos de proteção individual.


Por meio de nota, a pasta de Aracaju informou que “vem tomando todas as providências de maneira a garantir o fornecimento dos equipamentos a todos os profissionais de saúde que atuam na linha de frente no combate à Covid-19, seja nas Unidades Básicas de Saúde ou nos serviços de urgência e emergência”.

Disse ainda que realizou uma racionalização dos EPIs, o que significa, segundo a pasta, um “uso consciente para que não ocorra um desequilíbrio no estoque e consequentemente a falta do equipamento”.


Ainda segundo a SMS, para ter um maior controle do fornecimento nas unidades, a gestão fornece para os profissionais um canal de comunicação interno onde, na falta do equipamento, o profissional poderá informar junto ao almoxarifado da SMS a ausência do EPI na respectiva unidade.


Testagem


De acordo com Shirley Morales, há uma necessidade de testagem frequente nos profissionais da saúde, bem como nos familiares com os quais eles têm contato direto, de modo a controlar o número de infectados. “O ideal é que essas testagens sejam uma prática de rotina, para que a gente possa trabalhar a prevenção desses agentes de saúde, porque, quando eles estão assintomáticos, continuam no local de trabalho e, assim, continuam sendo transmissores”, alertou Shirley.


Foto: ilustrativa

F5News enviou o questionamento sobre a testagem também à Saúde do Estado, mas até o momento de publicação desta matéria, não houve resposta.


Ao todo, segundo informações do Observatório de Enfermagem, são 20 profissionais da saúde com casos confirmados ou sob suspeita. Destes, 14 já confirmaram a infecção pela Covid-19, sendo um profissional em internamento e outros 13 em quarentena. Seis profissionais estão sob suspeita de infecção, todos seguindo regime de quarentena domiciliar.


Foto: SMS/ Divulgação

Samu


Conforme relatado pelo sindicato, os profissionais do serviço não tinham locais para fazer a desparamentação e a limpeza dos materiais, a exemplo da unidade localizada no bairro Siqueira Campos, em Aracaju. Questionada pelo portal, a Secretaria de Estado da Saúde, novamente, negou a informação.

Em nota, o sindicato informou que os capotes impermeáveis, com abertura nas costas, fornecidos aos profissionais pela SES, não devem ser utilizados para atendimento de ocorrência de casos suspeitos/confirmados para Covid-19 e reforçou que, caso não seja fornecido o EPI correto, os enfermeiros do SAMU deverão preencher o mesmo Termo de Recusa de atendimento e registrar o fato junto à chefia imediata e ao Coren/SE.

Confira a nota aqui.

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A VOZ DOS MUNICÍPIOS