Sindicato denuncia descaso e falta de EPIs nos Correios

Empresa nega e afirma que está adotando todas as precauções necessárias


O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Sergipe (Sintect/SE) denunciou nesta sexta-feira (15) a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como máscaras e luvas, além do álcool em gel para os trabalhadores da empresa no estado. Ainda de acordo com a informação, um funcionário testou positivo e os demais que trabalham com ele não foram afastados.


Segundo o dirigente sindical Jean Marcel, somente depois do sindicato ingressar com uma ação no Ministério Público, os Correios passaram a adotar medidas preventivas contra a disseminação do novo coronavírus, ainda assim, nem todas as unidades teriam sido recebido os materiais de proteção.


Marcel afirma ainda que um servidor testou positivo e os demais que trabalham com ele continuaram exercendo as atividades normalmente.


"Dentro de um CDD ou de uma agência dos Correios, existem vários objetos e lugares de uso coletivo, como copa, cozinha, banheiros, bebedouro; computadores, carimbos, canetas etc. O sindicato pediu que a empresa colocasse todos os trabalhadores que tiveram contato com ele de quarentena, mas a empresa não atendeu", diz

Para o sindicato, a empresa está sendo negligente ao não afastar esses profissionais e, com isso, contribuindo para a disseminação do vírus.


"Eles podem estar assintomáticos, não sabemos, e estarem levando o vírus para outros colegas, para seus familiares e para a população de uma forma geral, já que esses carteiros estão nas ruas", disse Marcel, expondo preocupação com o que o Sindicato classifica como  'descaso'.

Ele diz ainda que o sindicato irá ingressar com uma nova ação pedindo a interdição da agência que teve o primeiro caso confirmado. 

O sindicalista afirmou também que ficou sabendo que os Correios pretendem fechar o setor onde o profisional atua e remanejar os trabalhadores para outras unidades. "Um tremendo descaso por parte da empresa, que pode acarretar, infelizmente, em muito prejuizo para a saúde dos trabalhadores e da população", avalia.


Correios negam


Por meio de nota, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos negou as acusações e disse que está seguindo a determinação do Decreto nº 10.282/2020 da Presidência da República, que define os serviços postais como essenciais. "Nesse contexto, a empresa vem adotando sucessivas medidas de proteção à saúde de seus empregados, clientes e fornecedores", diz.


Segundo ainda a nota, há disponibilização de álcool em gel e máscaras laváveis aos empregados e foram instalados painéis de acrílico em guichês de atendimento. "Também será providenciada a vacinação contra gripe para todos os empregados".

Os Correios confirmam que um trabalhador foi infectado, mas a empresa alega que, mesmo antes do resultado do exame, ele foi afastado preventivamente.


E nega a informação do sindicato, ao afirmar que "todos os empregados que atuavam em postos de trabalho próximos também foram afastados de maneira preventiva". Disse ainda que  todos os empregados da unidade estão passando por testes diagnósticos. 


A nota afirma ainda que o centro operacional onde o empregado que testou positivo atua passou por uma desinfecção completa, feita em parceria com a Cruz Vermelha de Sergipe.


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