Sergipe teve 41 hectares a mais de área desmatada

A cobertura de mata atlântica corresponde 6,9% em SE. Além disso, o estado possui cerca de 13% de vegetação nativa

O Brasil comemora na quarta-feira, 27, o Dia Nacional da Mata Atlântica. A data é uma referência a 27 de maio de 1560, quando o Padre Anchieta assinou a Carta de São Vicente, documento no qual descreveu, pela primeira vez, a biodiversidade das florestas tropicais nas Américas.


A Mata Atlântica abrange as maiores cidades e regiões metropolitanas do Brasil. Nela, moram mais de 145 milhões de pessoas. Mais de 80% da produção econômica nacional é gerada nessa região, considerada o centro socioeconômico do país. Todavia, a vegetação remanescente ocupa cerca de 29% da área de cobertura vegetal original do bioma.


O desmatamento das áreas de Mata Atlântica do Brasil cresceu 27% entre 2018 e 2019, aponta o relatório "Atlas da Mata Atlântica" divulgado pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).


Cerca de 14.500 hectares foram desmatados entre 1º de outubro de 2018 e 30 de setembro de 2019, comparados a 11.399 no mesmo período entre 2017 e 2018 (1 hectare equivale a 10 mil m²). Os números vinham caindo desde 2016.


Segundo informações da Adema com o apoio da Direção de Gestão e Meio Ambiente da Serhma, em Sergipe, a cobertura de mata atlântica corresponde 6,9%. Além disso, o estado possui cerca de 13% de vegetação nativa. Entre os municípios com a maior cobertura de mata atlântica, se destacam Areia Branca e Santa Luzia do Itanhy.


Dados da Adema e Serhma apontam que 41hectares a mais de mata atlântica foram desmatados, em comparação ao ano passado. Para Gilvan Dias, presidente da Adema, a preservação dessas áreas é fundamental.  “Além da mata atlântica ser um bioma importante para sobrevivência de inúmeras espécies da flora e da fauna brasileira, o nosso Estado apresentam hot spot em seus fragmentos vegetais de espécies endêmicas como o Macaco Guigó”.


Ainda segundo Gilvan, para garantir a preservação da mata atlântica e mata nativa de Sergipe, o Estado criou o Refúgio da vida Silvestre Mata do Junco em Capela. “Outro ponto importante é que, está nos biomas de mata atlântica as nascentes das nossas principais bacias e sub-bacias hidrográficas, que servem para abastecimento humano e irrigação e desenvolvimento industrial”, conclui.



|Da Equipe JC |Foto: Divulgação

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