Sergipe tem maior taxa de óbitos atribuíveis ao álcool

São 46,2 mortes/100 mil habitantes no Estado, conforme pesquisa

Sergipe tem a maior taxa de óbitos atribuíveis ao álcool por 100 mil habitantes no Brasil (46,2 mortes/100 mil), seguido por Pernambuco (41,7 mortes/100 mil) e Espírito Santo (41,5 mortes/100 mil). Estes dados são da publicação “Álcool e a Saúde dos Brasileiros – Panorama 2020”, elaborada pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa).Sobre o consumo abusivo, entre as capitais brasileiras, Aracaju (com 22,2%) ficou atrás apenas de Salvador e Recife em 2010, com os índices de 24,2% e 23,1%, respectivamente. No mesmo ano, o consumo abusivo entre pessoas do sexo masculino em Aracaju foi de 34,8%, o maior registrado entre as capitais, enquanto que o consumo de bebidas pelas aracajuanas foi de 11,9%, bem abaixo de outras capitais.


Oito anos depois, em 2018, o índice total de consumo abusivo de álcool em Aracaju caiu para 18,1%, a ingestão dos homens e das mulheres também, totalizando 26,5% e 11,4%.A pesquisa avaliou ainda a ingestão de álcool combinada com direção.


No ano de 2011, 18,1% do público masculino afirmou que bebe e dirige, número menor entre as mulheres, 2,4%. No ano de 2018, o índice foi de 13,7% entre os homens e 2,4% no público feminino. As internações atribuídas ao álcool oscilaram em oito anos: 2010 (119.8/100mil/hab); 2014 (70,4 /100mil/hab); e 2018 (84,7/100mil/hab).O consumo de álcool por escolares do 9º ano do ensino fundamental também foi avaliado.


A experimentação da bebida entre jovens de 12 anos ficou em 73,1% para os meninos e 74,6% entre as mulheres em 2010. Em 2012: 62,9% (meninos) e 67,2% (meninas) e, em 2015, 56,6% (meninos) e 63,3% (meninas). O consumo verificado em 2015 foi de 23,5% entre os adolescentes homens e 25,7% entre as meninas. Os episódios de embriaguez também foram incluídos na pesquisa: o índice foi de 21,2% entre os meninos e 21,4% entre as meninas. Segundo a pesquisa, no Brasil, 78,6% da população já consumiu bebida alcoólica alguma vez na vida e 40,3% se declarou bebedora atual (consumiu no último ano), porcentagem inferior à das Américas e do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, a cerveja responde por 61,8% do consumo, seguida pelos destilados (34,3%) e pelo vinho (3,4%).

“O impacto do álcool na saúde é determinado por dois fatores distintos, mas relacionados: o volume total de álcool ingerido e o padrão de consumo. Os prejuízos podem ocorrer tanto em curto prazo, como ressaca, blecaute alcoólico, envolvimento em situações de violência e acidentes de trânsito, quanto em longo prazo: dependência, cirrose hepática, déficits cognitivos e algum tipo de câncer, dentre outros”, aponta Cisa.


Grupo de apoio

Segundo a OMS, o uso constante, descontrolado e progressivo de bebidas alcoólicas pode comprometer seriamente o bom funcionamento do organismo, levando a consequências irreversíveis. A pessoa dependente do álcool, além de prejudicar a sua própria vida, acaba afetando a sua família, amigos e colegas de trabalho. O abuso de álcool é diferente do alcoolismo porque não inclui uma vontade incontrolável de beber, perda do controle ou dependência física. E ainda o abuso de álcool tem menos chances de incluir tolerância do que o alcoolismo (a necessidade de aumentar as quantias de álcool para sentir os mesmos efeitos de antes).De acordo com Silvio R. L., membro dos Alcoólicos Anônimos (AA) de Aracaju, explica que a instituição é uma irmandade de homens e mulheres que compartilham entre si experiências e forças a fim de resolver um problema em comum e se recuperar do alcoolismo. “Para participar, é preciso primeiro ter o desejo de parar de beber. Não cobramos taxas ou mensalidade, somos autossuficientes graças as nossas próprias contribuições. Não estamos ligados a seitas, religião ou movimentos políticos, organização ou instituição. Por isso, nosso proposito primordial é nos mantermos sóbrios e ajudarmos os outros a alcançar a sobriedade.

Quem deseja participar do Alcoólicos Anônimos ou tem interesse em saber como funciona o grupo pode ir até a Rua Itabaiana, nº 211, ou ligar para o número (79) 3211-2027. O AA promove palestras em empresas, igrejas, canteiros de obra, para solicitar basta entrar em contato pelo número acima.   JC

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