Sergipe tem 43 casos confirmados de calazar em humanos esse ano

Há, inclusive, casos de mortes pela doença no Estado. A prevenção segue os mesmos padrões da dengue, já que a transmissão é feita por meio de picada de mosquito

Esse ano, 43 casos de leishmaniose visceral em humanos já foram registrados em Sergipe. Em 2018, a doença atingiu 68 pessoas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, entre 50 mil e 90 mil pessoas adoecem todos os anos com leishmaniose visceral, também conhecida como calazar. Dos casos registrados na América Latina, 90% ocorrem no Brasil.


A doença é transmitida ao homem pela picada de fêmeas do inseto infectado, conhecido popularmente como mosquito palha ou biriqui. A transmissão aos insetos ocorre quando fêmeas do mosquito picam cães ou outros animais infectados, e depois picam o homem, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi, causador da leishmaniose visceral, segundo informações divulgadas no portal Agência Brasil.


Em humanos, os sintomas da doença são febre de longa duração, aumento do fígado e do baço, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular e anemia. Quando não tratada corretamente e em tempo, pode ser fatal. Inclusive, há casos de morte no estado de Sergipe, segundo conta a gerente de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Sidney Sá.


 “Muitas vezes o diagnóstico é tardio, e as complicações já estão acentuadas e o paciente não responde ao tratamento como deveria”, acrescenta a gerente. Por isso é importante trabalhar na prevenção da doença, que pode ser feita seguindo os mesmos padrões de prevenção da dengue.


“Não diferente da dengue, a prevenção e controle da leishmaniose visceral, que também é transmitida por um vetor, é de responsabilidade maior dos municípios. Ela pode ser feita através da educação em saúde realizada nas comunidades, além das ações de controle onde tem presença do vetor, feita com aplicação de inseticida.


Também é necessário ter um levantamento prévio da realidade da doença em cães, e efetuar a eutanásia nos que estão infectados. Pois, embora já exista trabalho mostrando que há tratamento da doença em cães, ainda não é confirmado que tenha efetividade em 100%. O cão fica, mesmo depois de tratado, com o parasita na corrente sanguínea”, explica Sidney.


Por: JC da cidade

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