Sem acordo com os funcionários, Correios acionam o TST

Os Correios anunciaram que ajuizou, nesta terça-feira, 25, o Dissídio Coletivo de Greve no Tribunal Superior do Trabalho (TST). O motivo é que a empresa e os funcionários não chegaram a um consenso quanto ao Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2021. A categoria deflagrou greve em todo o país alegando que está ocorrendo a retirada de direitos e uma negligência em relação à saúde dos trabalhadores neste período de pandemia.

Os funcionários dizem que estatal quer derrubar 70 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho, com direitos como 30% do adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade de 180 dias, auxílio creche, indenização de morte, auxílio creche, indenização de morte e auxílio para filhos com necessidades especiais.


Por outro lado, a empresa diz que tentou negociar com as entidades representativas dos empregados os termos do ACT e que apresentou uma proposta que visa a adequar os benefícios dos empregados à realidade do país e da estatal.


Os Correios ressaltam também que os vencimentos de todos os empregados seguem resguardados e os trabalhadores continuam tendo acesso, por exemplo, ao benefício Auxílio-creche e aos tíquetes refeição e alimentação, em quantidades adequadas aos dias úteis no mês, de acordo com a jornada de cada trabalhador. Estão mantidos ainda – aos empregados das áreas de Distribuição/Coleta, Tratamento e Atendimento -, os respectivos adicionais.


A empresa disse também que aguarda o retorno dos trabalhadores que aderiram ao movimento paredista o quanto antes, cientes de sua responsabilidade para com a população, já que agora toda a questão terá seu desfecho na justiça.


Sintect/SE

O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios, Jean Marcel, afirmou que greve irá continuar. “Eu digo com toda certeza que a greve continuará e ficará ainda mais forte”, afirma. Ainda segundo o sindicalista, a greve irá ter fim quando o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) for cumprido em sua integralidade. “O diálogo com a empresa está bastante difícil. Desse modo, a solução será mesmo na justiça”, destaca Marcel.



Com informações dos Correios

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