Recém-nascidos farão exame de toxoplasmose

Segundo o MS, estudos mostram que a cada 10 mil nascimentos, entre 5 e 22 bebês possuem toxoplasmose

O Ministério da Saúde divulgou que, a partir deste ano, todos os recém-nascidos devem ser submetidos ao exame de toxoplasmose congênita ao mesmo tempo em que é realizado o Teste do Pezinho. Assim, a partir da amostra de sangue coletada do recém-nascido para a realização do Teste do Pezinho, também, será feita a análise para a toxoplasmose transmitida da mãe para o bebê. Segundo o MS, estudos mostram que a cada 10 mil nascimentos, entre 5 e 22 bebês possuem toxoplasmose.


Sobre a mudança, o JORNAL DA CIDADE conversou com a médica pediatra Kércia Alcântara. Ela explicou que antes da atualização do protocolo, o exame para detectar toxoplasmose congênita era solicitado quando a criança apresentava sintomas da doença, quando havia confirmação ou suspeita durante a gestação. “No recém-nascido (RN) a grande maioria dos casos é assintomática, com surgimento tardio de manifestações clinicas ou até mesmo de suas sequelas. O diagnóstico precoce da doença melhora a qualidade de vida das crianças atingidas, promove tratamento apropriado, reduz os sintomas e a gravidade das sequelas”, completou Kércia.

Quando a mãe contrai a doença na gravidez, os riscos são de má-formação fetal, explica. Ou seja, a criança poderá apresentar problemas de visão, retardo mental, surdez, hidrocefalia, microcefalia, macrocefalia ou ainda dificuldades motoras.

“A fase aguda da infecção tem cura, mas o parasita persiste por toda a vida da pessoa e pode se manifestar ou não em outros momentos, com diferentes tipos de sintomas. O tratamento deve ser iniciado o quanto antes, para evitar sequelas. O tratamento da toxoplasmose congênita e seu acompanhamento estão disponíveis, de forma integral e gratuita, pelo Sistema Único de Saúde e é realizado durante todo o primeiro ano de vida do bebê”, informou a pediatra.


Atualização A medida foi publicada na última quinta-feira (5), no Diário Oficial da União (DOU). Os serviços públicos de saúde de todo o país têm o prazo de 180 dias para ofertar a novidade à população. O diagnóstico precoce da doença melhora a qualidade de vida das crianças, reduzindo os sintomas, a gravidade dos sinais, como problemas na visão e na audição, dificuldades mentais e motoras, e o número de óbitos. Em 2018 foram registradas 26 mortes em decorrência da doença. Para viabilizar a iniciativa, o Ministério da Saúde criou um grupo de trabalho com áreas técnicas que apoiarão os estados no processo de implementação das redes de cuidado da Toxoplasmose Congênita dentro do prazo de 180 dias.


O Sistema Único de Saúde (SUS) tem infraestrutura para atender a criança infectada. O atendimento está previsto desde a Atenção Primária até a Especializada. Nestes serviços há equipes de saúde multidisciplinar preparadas para atender esses casos, no âmbito das metas de redução da morbimortalidade e melhoria da qualidade de vida das crianças.


Teste do Pezinho

O Ministério da Saúde possui o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), conhecido como Teste do Pezinho, que já prevê a triagem neonatal para seis doenças genéticas/metabólicas e congênitas: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase.



Por Jc da cidade

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