'Quem não quiser trabalhar, que fique em casa', diz Bolsonaro

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou hoje que devem ficar em casa no período de isolamento social as pessoas que não quiserem trabalhar. "O povo tem que voltar a trabalhar. E quem não quiser trabalhar, que fique em casa. Ponto final" , disse durante uma entrevista coletiva.

De acordo com o levantamento mais recente, o Brasil tem 12.461 mortes provocadas pelo novo coronavírus, registradas em mais de mil cidades no país. São 178,2 mil infectados ao todo.


"No meu entender, desde o começo, deveria ser o (isolamento) vertical, cuidar das pessoas do grupo de risco e botar o povo pra trabalhar (...). No Brasil, no meu entender, o movimento errado é se preocupar apenas com a questão do vírus, tem o desemprego do lado. A esquerda tá quietinha. O povo precisa trabalhar", disse o presidente.

"Ficar em casa pra quem pode, legal, mas quem não tem condições, isso é desumano. O cara tem que trabalhar".


Críticas a Doria

Bolsonaro aproveitou para criticar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que tem defendido que as pessoas permaneçam em casa e só saiam se for essencial. A quarentena no estado paulista foi prorrogada até o dia 31 de maio.


"O governador de São Paulo falou que é melhor o isolamento do que o sepultamento. Quem ficar em casa parado vai morrer de fome. Não podemos ficar hibernando em casa", afirmou.


"Fico me colocando no lugar das pessoas humildes. Vai chegar um ponto que esse povo com fome vai vir às ruas. O homem que tá passando fome perde a razão. Vamos esperar chegar a esse ponto pra reagir? O povo tem que voltar a trabalhar", defendeu Bolsonaro.


Cloroquina

O presidente afirmou ainda que vai discutir como o ministro da Saúde, Nelson Teich, a ampliação do uso de cloroquina em pacientes com a covid-19.


Alegando que existem médicos cujo entendimento é de que o uso da cloroquina é adequado, Bolsonaro disse que a substância deveria ser usada desde o início do tratamento, especificamente em pessoas que estejam em grupos de risco.


"Não é minha opinião porque não sou médico, mas muitos médicos do Brasil e de outros países entendem que a cloroquina pode e deve ser usada desde o início, mesmo sabendo que não há uma comprovação científica de sua eficácia. Mas como estamos em uma emergência, (ela) sempre foi usada desde 1955, e agora (combinada) com a azitromicina pode ser um alento para essa quantidade de óbitos que estamos tendo no Brasil".


"Vai ser discutido hoje com o ministro. O meu entendimento, ouvindo médicos, é que ela deve ser usada desde o início para quem está no grupo de risco, pessoas com comorbidades, com idade...", afirmou.



Por UOL

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