Prefeitura já investiu R$27 milhões para estruturar e qualificar Hospital de Campanha

Construído a partir de um planejamento prévio da Prefeitura de Aracaju, para evitar o colapso da rede de Saúde da capital, o Hospital de Campanha (HCamp) Cleovansóstenes Pereira Aguiar, montado no Estádio João Hora de Oliveira, e inaugurado no dia 16 de maio tem sido responsável por manter a média de ocupação dos leitos de baixa e média complexidades abaixo de 50%.

Para que o HCamp pudesse ser estruturado e, também para qualificar o atendimento prestado, até o momento já foram investidos R$27 milhões na unidade, recursos que contemplam desde a estruturação do hospital, passando pela contratação de profissionais, até insumos, medicamentos, acessórios e equipamentos de proteção individual. “O principal objetivo do Hospital de Campanha é ser retaguarda para as portas de urgência, tanto do Nestor Piva quando do Fernando Franco, e tratar pacientes da baixa e média complexidades, aqueles pacientes chamados de pacientes verdes e pacientes amarelos. Além disso, a gestão tem como norte auxiliar para que não haja o colapso da rede de saúde, sabendo, precocemente, que haveria o aumento de pessoas internadas e o sistema não aguentaria somente com o número de leitos que tínhamos. Já recebemos mamis de 50 pacientes no hospital e, destes, 34 já receberam alta médica, o que demonstra que a unidade vem atendendo à sua finalidade”, destaca a secretária municipal da Saúde, Waneska Barboza.  O HCamp possui 152 leitos, dos quais 60 já ativos. A unidade dispõe de 302 profissionais para assegurar o completo tratamento aos pacientes. São fisioterapeutas (19), psicólogos (6), assistentes sociais (5), nutricionistas (3), farmacêuticos (20), apoio de Rede (37), enfermeiros (48), técnicos em Enfermagem (101), médicos (58), técnico em Radiologia (2) e técnico de Laboratório (3). Somente com recursos humanos, mensalmente, são investidos mais de R$1,8 milhão.  De acordo com o dados da SMS, que estão disponíveis do Portal da Transparência de Aracaju, já foram investidos milhões em materiais e medicamentos para garantir o funcionamento do hospital, a exemplo das aquisições de monitor, aspirador, macas, ventilador pulmonar, desfibrilador, oxímetros, tábuas de reanimação, camas, macas, cadeiras, mesas, eletrocardiógrafo, raio-X e computadores. Mensalmente, mais de R$900 mil são direcionados para EPI’s, insumos, medicamentos e acessórios hospitalares.  Além disso, mais de R$4milhões já foram destinados para mobiliário e equipamentos. Sem contar a contratação de serviços que, para o hospital, tem um valor mensal de R$3,2 milhões. Entre esses serviços está a montagem do HCamp, medicamentos, EPIs, gerador, rede de gases, água, energia, videomonitoramento, laboratório, radiologia, esterilização de material, lavanderia, combustível, limpeza. Transparência Todo o processo de contratação tem sido pautado pela transparência dos dados. A contratação da estrutura do hospital de campanha se deu por dispensa de licitação, mas considerando a proposta de menor valor mensalmente. O contrato pode durar até seis meses. A empresa contratada apresentou um valor 36% menor que as outras três empresas interessadas. O Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas do Estado, aos quais a Prefeitura de Aracaju apresentou toda documentação do processo de contratação, de forma voluntária, não identificaram ilegalidades no procedimento. O MP, inclusive, arquivou procedimento a partir do qual investigou o processo de contratação e concluiu não haver irregularidade. “Analisando os elementos de convicção colhidos durante a investigação, verifica-se que as irregularidades, objeto do procedimento investigatório, foram devidamente apuradas, todavia não restaram comprovadas, tampouco foram constatados, até o presente momento, a presença de indícios aptos a caracterizar a prática de ato ímprobo e /ou crime contra a Administração Pública”, concluiu o promotor Jarbas Adelino Santos Júnior, ao promover o arquivamento da Notícia de Fato registrada sob o número 17.20.01.0035. Conforme ressaltou Waneska Barboza, o foco, no momento, é realizar o trabalho da melhor maneira possível, assegurando que a estrutura do hospital seja utilizada para salvar vidas, que é a grande prioridade da gestão.  “Nós estamos fazendo exatamente o que ficamos responsáveis por fazer, que é atender casos de baixa e média complexidades, enquanto o Estado atende aos de alta complexidade. O Hospital de Campanha de Aracaju foi planejado pela Prefeitura para fazer exatamente o que precisa ser feito: atender a maior demanda e encaminhar os pacientes mais graves para atendimentos em unidades de terapia intensiva. Toda a equipe que atua recebeu treinamento específico e nosso esforço diário é preservar vidas”, salientou a secretária. Da AAN

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William Pesali

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