Mais de mil pessoas deverão responder por desobediência ao resistirem em fechar lojas

Ciosp já registra 2.265 denúncias de locais que estavam desobedecendo a lei e ocasionando aglomeração de pessoas

Apesar de o Governo do Estado de Sergipe decretar o fechamento de todos os serviços não essenciais, como lojas, salões de beleza, bares, restaurantes, academias, igrejas etc, como medida para o combate da transmissão do novo coronavírus, muitos comerciantes insistiram em manter o funcionamento dos seus estabelecimentos. O Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) registrou 2.265 denúncias envolvendo desobediência até as 21h30 deste último domingo, 22. As pessoas estavam resistentes em não fechar os locais, e houveram casos de condução para a delegacia. 


A capital sergipana registrou um grande número de denúncias, mas, também ocorreram casos no interior do estado, em maior volume nas cidades de Nossa Senhora do Socorro, Itabaiana, Lagarto e Tobias Barreto. Neste último município citado, dois homens foram presos após muita resistência em adotar as medidas. Um deles foi um comerciante no bairro Padre Pedro, em Tobias Barreto, que após resistir fisicamente, foi conduzido preso pelos policiais do 11º Batalhão. O segundo, foi no povoado Cancelão, na zona rural de Tobias. Este homem foi alertado no sábado,21, pelos militares, fechou o estabelecimento e tornou a abrir no domingo.


Segundo os policiais, havia aglomeração no interior do estabelecimento, houve negativa para fechar, tendo que os policiais conduzir o comerciando para a delegacia. Diante das informações, ele vai responder por crime de desobediência.


Esses dois casos em Tobias Barreto fazem parte das 1.019 pessoas que foram identificadas pela Polícia Militar e deverão responder na Justiça por descumprir o que determina as medidas de fechamento e para evitar aglomerações. Muitas foram encaminhadas para delegacia ou para o Batalhão de Polícia, onde foram feitos Termo de Ocorrência Circunstanciado, do qual será encaminhado para a Justiça, podendo ser multado ao final do processo. Os policiais impediram até mesmo um casamento de acontecer numa igreja católica no conjunto Orlando Dantas.


“Pela primeira vez, em 11 anos, os casos de desobediência superaram os casos de perturbação de sossego, que quase sempre foi o primeiro item que motiva as pessoas a ligarem no 190”, destaca o assessor de comunicação da SSP, o policial civil Lucas Rosário.



|Repórter: Laís de Melo

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