Ibovespa salta 3,9% e retoma os 78 mil pontos com Bolsonaro apoiando Guedes e bom humor externo

Índice tem dia de recuperação com bom humor externo e alívio no cenário político

Após a tensão política do fim da semana passada, o mercado brasileiro teve um dia de recuperação e alívio nesta segunda-feira (27), após o presidente Jair Bolsonaro, logo pela manhã, reforçar seu apoio ao ministro da Economia, Paulo Guedes.


Após reunião, o Bolsonaro falou em frente ao Palácio da Alvorada tentando amenizar o clima ruim dos últimos dias. “Acabei mais uma reunião aqui tratando de economia. E o homem que decide a economia no Brasil é um só: chama-se Paulo Guedes. Ele nos dá o norte, nos dá recomendações e o que nós realmente devemos seguir”, disse.


Enquanto isso, o ministro afirmou que o governo segue firme em sua política econômica de responsabilidade fiscal. Guedes explicou ainda que os gastos feitos para combater o novo coronavírus são uma “exceção” na condução da política econômica. “Queremos reafirmar a todos que acreditam na política econômica que ela segue e a mesma política econômica”, ressaltou Guedes.


Com isso, o Ibovespa fechou o pregão com forte valorização de 3,86%, aos 78.238 pontos, com o volume financeiro atingindo R$ 23,902 bilhões.


Enquanto isso, o dólar comercial segue sem mostrar força para cair, fechando com apenas leves perdas de 0,07%, cotado a R$ 5,6621 na compra e R$ 5,6639 na venda – após chegar a cair mais de 1% pela manhã e subir para R$ 3,72 durante a tarde. O dólar futuro para maio, por sua vez, sobe 1,35%, para R$ 5,662.


Já no mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 subiu 10 pontos-base, em 4,15%, enquanto o DI para janeiro de 2023 teve alta de 11 pontos, para 5,60%. O contrato para janeiro de 2025 avançou 26 pontos-base em 7,47%.


Favoreceu ainda o mercado brasileiro o bom humor das bolsas internacionais, que avançaram com as notícias de que diversos países europeus estão começando a reabrir suas economias, enquanto nos Estados Unidos alguns estados também estão tentando retomar suas operações.


Os três índices da bolsa de Nova York tiveram altas de mais de 1%, com o Dow Jones e o S&P 500 avançando 1,51% e 1,47%, respectivamente. Nos EUA, Alaska, Georgia, Carolina do Sul, Tennessee e Texas estão começando a permitir que restaurantes e alguns estabelecimentos voltem a funcionar.


Apesar dos ganhos nas bolsas, o petróleo voltou a cair forte, com o WTI recuando 22,85%, para US$ 13,07, com investidores tensos que os estoques em todo o mundo lotem em breve, enquanto a pandemia de coronavírus continua a pesar sobre a demanda. O Brent de referência internacional, por sua vez, recuou 6,53%, a US$ 20,04 por barril.

Bolsas na Ásia e Europa sobem

As bolsas da Ásia fecharam todas em alta, com destaque para Tóquio, onde o índice Nikkei-225 avançou 2,71% após o Banco do Japão (BoJ) anunciar a compra de comercial papers e outras medidas de estímulo.


O BoJ manteve os juros, como esperado, mas anunciou que continuará a comprar bônus do Japão (JGB) e T-bills “sem estabelecer um limite” e elevou sua meta de compras de dívida corporativa e commercial papers para 20 trilhões de ienes. Segundo o Swissquote, a postura do BoJ “busca ajudar companhias a encontrar financiamento fácil, diante da desaceleração econômica puxada pela pandemia”.


Na Europa, as bolsas tiveram alta expressiva, após o governo italiano publicar ontem um decreto para o começo da fase 2 de reabertura da economia em 4 de maio. A terceira fase, disse o premiê italiano Giuseppe Conte, com a reabertura de bares, restaurantes e museus, só começa dia 18 de maio.


No Reino Unido, o premiê Boris Johnson volta hoje ao trabalho em Downing Street no centro de Londres. Johnson ficou duas semanas hospitalizado com o coronavírus. Ele deve anunciar nesta semana medidas para reabrir a economia britânica, mas alertou para os riscos de um aumento no número de casos. Johnson definiu a situação como de “máximo risco”. A Grã-Bretanha tem mais de 20 mil mortes e 100 mil casos do coronavírus.


Relatório Focus

Com preocupações crescentes em relação aos impactos recessivos do coronavírus sobre a economia brasileira, o mercado financeiro vê um menor espaço para a alta da Selic nos próximos dois anos. No relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, as projeções para a taxa básica de juros foram reduzidas de 4,50% para 4,25% ao ano, ao fim de 2021, e de 6,00% para 5,88% ao ano, em dezembro de 2022.


Para este ano, contudo, a projeção para a Selic foi mantida em 3,00% ao ano, o que implica um corte de 0,75 ponto percentual em relação ao patamar atual.


A mediana das projeções para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu pela 11ª vez consecutiva, englobando uma visão ainda mais pessimista neste ano. Agora, os economistas veem uma contração da economia brasileira de 3,34% em 2020, ante expectativa anterior de retração de 2,96%.


Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a projeção de alta ainda foi cortada pela sétima vez consecutiva, de 2,23% para 2,20%, em 2020, e mantida em 3,40%, em 2021.


No que tange às previsões para o mercado cambial, o relatório Focus revelou que a estimativa para o dólar se manteve em R$ 4,80 neste ano, e a expectativa para 2021 teve alta pela sexta vez consecutiva, desta vez de R$ 4,50 para R$ 4,55.


Política 

O presidente Jair Bolsonaro deve anunciar Jorge Oliveira como o novo ministro da Justiça, segundo Folha de S. Paulo e G1. Oliveira é atualmente ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Ele substituirá Sergio Moro, ex-juiz que renunciou na sexta-feira depois de acusar Bolsonaro de interferência política no trabalho da Polícia Federal. De acordo com o G1, Bolsonaro também anunciará Alexandre


Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, suspeito de ingerência na PF, o presidente Jair Bolsonaro agora é alvo de dois procedimentos de investigação abertos pelo Ministério Público Federal para apurar suposta intervenção política do mandatário no Exército, o que, no entendimento dos procuradores, fere a Constituição de 1988.


Delegados da Polícia Federal divulgaram ontem uma carta aberta ao presidente, na qual afirmam que há “crise de confiança” e criticam duramente o mandatário pelas tentativas de interferência na corporação, informa o jornal O Globo.


Noticiário corporativo 

Primeira empresa a publicar resultados completos do primeiro trimestre de 2020, a Hypera Pharma informou um lucro líquido de R$ 238,2 milhões no período – queda de 25,8% sobre igual trimestre do ano passado.


Os resultados divulgados pela Hypera incluem apenas as operações continuadas e não os ativos da farmacêutica japonesa Takeda, que a indústria brasileira comprou no final do ano passado. A receita líquida da Hypera cresceu 112,5% para R$ 815 milhões no período. A Hypera informou, contudo, que as vendas foram atingidas em março pelo começo da epidemia do Covid-19 no Brasil.


Já a Boeing, que luta com a crise do 737 Max e cancelando pedidos, desistiu do negócio de jatos comerciais da Embraer. A companhia americana disse no sábado que havia encerrado um acordo para comprar 80% dos negócios de jatos comerciais da Embraer por US $ 4,2 bilhões. A Embraer diz que Boeing rescindiu parceria ‘indevidamente’.


Já a Petrobras divulga relatório de produção e vendas do primeiro trimestre em meio à crise do petróleo e à pandemia do coronavírus. A companhia já anunciou cortes na produção de petróleo e admitiu que terá dificuldade de cumprir a meta de desalavancagem que estabeleceu até o fim deste ano. O relatório será divulgado após o fechamento dos mercados.





(Com Agência Estado e Bloomberg)

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