Empresário é preso em Sergipe após ter forjado o próprio sequestro

Segundo a SSP, ele estava na sede do Cope prestando depoimento.


A Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE) informou nesta segunda-feira (9) a prisão de um empresário suspeito de forjar o próprio sequestro. Ele foi preso nas dependências do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), em Aracaju, na última sexta-feira (6), enquanto prestava esclarecimentos como suposta vítima de extorsão mediante sequestro.

Centro de Operações Policiais Especiais (Cope)

De acordo a SSP, na noite do dia 4 de março, os policiais do Cope e da Divisão de Inteligência Policial (Dipol) foram informados por familiares e amigos do homem de que ele teria sido sequestrado quando entrava no próprio veículo, em frente ao edifício de sei escritório, no Bairro Jardins, na capital sergipana.


homem é empresário do mercado financeiro, que opera investimentos de terceiros, sócios/clientes, em corretoras nacionais e internacionais de moedas estrangeiras. Ao sequestrá-lo, os supostos autores do crime passaram a se comunicar com a família, exigindo senhas de administração de contas empresariais como preço pelo resgate. Fotos do empresário, aparentemente sendo torturado, foram enviadas à família.

Após cessar a comunicação, os supostos sequestradores teriam libertado o empresário em um município do interior do estado, 15 horas após ter sido levado, indicando que a obtenção dos valores teria sido feita.


urante as investigações, a polícia passou a desconfiar da história do sequestro, já que o suposto cativeiro, em um hotel do interior do estado, foi localizado e ficou comprovado que ele havia e hospedado voluntariamente. Do local, ele enviou fotos após se auto lesionar, provocando hematomas no rosto e queimaduras superficiais no peito. Ao ser confrontado com as provas, o homem confessou ter forjado o próprio sequestro, mas negou que realmente tivesse desviado valores das contas de sua empresa. Ele disse que o crime tinha como objetivo apenas ganhar tempo enquanto conseguia pagar alguns compromissos que venciam um dia após a data do sequestro.

Como as contas dele estavam bloqueadas, a versão do investigado não pode ser confirmada e para garantia de que o falso sequestro não teria resultado prejuízo a terceiros, a prisão preventiva do suspeito foi decretada.

A Polícia Civil continua investigando o caso e irá ouvir dois suspeitos de envolvimento no crime. Segundo a SSP, ainda não foram encontrados indícios do envolvimento de familiares e funcionários da empresa.





Por G1

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William Pesali

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