Detentas cortam colchões, rasgam lençóis e se rebelam no Prefem

Um grupo de detentas se revoltou na noite da segunda-feira, 2, e gerou um princípio de motim dentro do Presídio Feminino (Prefem). De acordo com informações do presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindipen), Wesley Souza, há uma insatisfação generalizada com a alimentação oferecida no presídio, apresentando uma visível queda no padrão de qualidade nos produtos alimentícios ofertados pela Secretaria de Estado de Justiça, Trabalho e de Defesa do Consumidor (Sejuc) às mulheres que cumprem pena no sistema prisional de Sergipe.

As manifestações, conforme o presidente do Sindipen, começaram com forte barulho. As internas bateram nas celas e teriam queimado alguns pedaços de colchões. O presidente do Sindipen relata que as reclamações quanto à qualidade dos alimentos não se limitam às detentas. “A alimentação dos servidores está de péssima qualidade”, diz. “Proteína, por exemplo, só temos uma vez por semana. Já entramos em contato com a Sejuc, mandamos o ofício e teremos uma reunião amanhã com o secretário para tratarmos do assunto”, informou o sindicalista.


Investigação


A assessoria de imprensa informou que a Secretaria de Estado de Justiça, do Trabalho e de Defesa do Consumidor (Sejuc) instaurou procedimento administrativo para investigar a conduta das internas envolvidas no motim. A Sejuc entende que se trata de uma manifestação isolada, envolvendo um pequeno grupo de presidiárias.

A assessoria de imprensa diz que as internas se revoltaram em função de algumas regras, classificadas como necessárias, que estão sendo implantadas no sistema prisional, atiçaram comida, sujando o ambiente, e rasgaram colchões e lençóis dentro da unidade. E nega registro de fogo em colchões.


A situação ficou normalizada no mesmo momento sem que ocorresse interferência do Sistema de Administração Penitenciária da Sejuc, segundo a assessoria de imprensa. Nesta terça-feira, 3, conforme a assessoria, foi realizada vistoria na unidade, foram realizados os procedimentos padrões para esse tipo de situação e não foi encontrada qualquer irregularidade.







por Cassia Santana, com reportagem de Juliana Melo

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