Bolsa sobe mais de 6%; Dólar opera em queda

O dólar comercial operava em queda na tarde de hoje, após fechar acima de R$ 5 pela primeira vez na história ontem. A Bolsa subia.

Por volta das 15h47, a moeda norte-americana se desvalorizava 1,29%, a R$ 4,981 na venda. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, ganhava 6,16%, a 75.550,29 pontos. Na véspera, a Bolsa caiu quase 14% e chegou a ser suspensa, no quinto "circuit breaker" em oito dias.

Ontem, o dólar saltou 4,86%, a R$ 5,0467 na venda, nova máxima recorde nominal (sem considerar a inflação) para um encerramento.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.


BC intervém


Para tentar conter a alta do dólar, o Banco Central ofereceu US$ 2 bilhões por meio de leilões de linhas —venda com compromisso de recompra.

Uma medida semelhante havia sido realizada na sexta-feira, a primeira vez que o BC fez oferta líquida de moeda nessa modalidade desde 18 de dezembro do ano passado. Os leilões de linha costumam ser realizados em momentos de procura pontual por liquidez.


Expectativa de corte de juros no Brasil

Investidores aguardam uma possível redução na taxa básica de juros (Selic), que hoje está em 4,25% ao ano. O Copom (Comitê de Política Monetária), responsável pela decisão, tem reunião marcada para esta terça e quarta-feira.


Contudo, especula-se que o corte possa ser anunciado ainda hoje, como mais uma medida para tentar estimular os mercados diante da pandemia de Covid-19. A iniciativa acompanharia a decisão dos bancos centrais das principais economias. O Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), por exemplo, cortou no domingo os juros em um ponto percentual, para perto de zero, em uma decisão emergencial.


Analistas do mercado esperam a Selic em 4% e reduziram a estimativa de crescimento em 2020 em 0,31 ponto percentual, a 1,68%.


Novas medidas emergenciais do governo


O mercado acompanha com a atenção os anúncios do governo federal para conter a crise econômica causada pela pandemia.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou na noite de ontem (16) mais medidas, como a antecipação do abono salarial e da segunda parcela do 13º salário do INSS e a ampliação de beneficiários do Bolsa Família. Ao todo, segundo o ministro, serão quase R$ 150 bilhões injetados em três meses, com dois focos principais: proteção de idosos e pessoas mais vulneráveis e benefícios para empresas para tentar manter o nível de emprego.


Europa se recupera, China fecha em baixa


As principais Bolsas da Europa iniciaram o dia em alta, depois de uma segunda-feira de baixas expressivas. Nos primeiros minutos de operações, as praças de Paris, Madri, Londres, Milão e Frankfurt registravam resultados positivos de entre 2 e 3%. Ontem, as Bolsas da Europa despencaram para o menor nível desde 2012, enquanto a pandemia de coronavírus se alastrava pela Europa.


França, Itália e Espanha restringiram hoje as negociações nos mercados acionários, proibindo vendas a descoberto para proteger algumas das maiores empresas da Europa de uma liquidação provocada pelo coronavírus. Nesse tipo de negociação, operadores tomam emprestado a ação de uma empresa com a visão de vendê-la, esperando recomprá-la a um preço mais baixo e embolsar a diferença.


Os índices acionários da China caíram para mínimas de seis semanas hoje, em linha com os mercados globais, uma vez que o sentimento do investidor permanece frágil após esforços coordenados de bancos centrais falharem em aliviar preocupações sobre o impacto do coronavírus.


Do UOL

mande sua sugestão, foto e vídeo para nosso whatsapp:

79 99979-2283

pesali_foto_2.jpg

William Pesali

Contato: 79 99979-2283

email: avozdosmunicipios@gmail.com

Confira nossas mídias sociais! 

  • Instagram - White Circle
  • White Facebook Icon

© Copyright 2021 -  A Voz dos Municípios