Ataque aéreo atinge carros que transportavam civis na Síria e deixa 10 mortos

Observatório Sírio para os Direitos Humanos informou que ao todo 26 civis morreram neste domingo (13) no norte da Síria. Ofensiva turca no norte da Síria entrou no 5º dia.


Fuga pessoas ligadas ao Estado Islâmico

Autoridades curdas informaram que centenas de estrangeiros ligados ao Estado Islâmico fugiram do campo de refugiados de Ain Issa, que abriga cerca de 12 mil deslocados por causa do conflito. Entre eles, estão cerca de mil estrangeiros, como mulheres e crianças, com conexão com o grupo terrorista.

O número exato de fugitivos ainda não est á claro: um grupo que monitora o conflito fala em 100, mas autoridades curdas dizem que esse número pode chegar a

Idoso é retirado às pressas de um prédio em uma cidade perto da fronteira turca com a Síria — Foto: Kilic Bulent / AFP Photo


O destino dos extremistas islâmicos que atualmente estão presos na Síria preocupa a comunidade internacional. Antes mesmo do início da ofensiva turca, as Forças Democráticas da Síria (FDS), integradas às principais milícias curdas da Síria, já tinham deixado claro que teriam que concentrar suas forças em se defender.

Neste domingo, a França manifestou sua "preocupação" depois que os familiares de extremistas fugiram do acampamento de refugiados e pediu à Turquia o fim de sua intervenção militar.

"Evidentemente, estamos preocupados com o que possa acontecer. É por isso que desejamos que a Turquia acabe o mais rápido possível com sua intervenção" militar no norte da Síria, declarou o porta-voz do governo, Sibeth Ndiaye, em entrevista à televisão pública francesa.

A chanceler alemã, Angela Merkel, também pediu ao presidente turco que pare "imediatamente" a ofensiva, advertindo que ela pode favorecer "a desestabilização da região e um ressurgimento do Estado Islâmico".

130 mil pessoas em fuga

Mais de 130 mil pessoas deixaram suas casas nas cidades de Tell Abiad e Ras al Ain, no nordeste da Síria, desde o início da ofensiva.

Alguns deles foram recebidos por parentes em vários locais, mas muitos se refugiaram em escolas ou abrigos coletivos em cidades como Tal Amr, Hasakeh ou Raqa, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).


A organização estima que cerca de 400 mil pessoas na região podem precisar de assistência e proteção nos próximos dias.


A ONU também alertou que os hospitais públicos e privados de Ras al Ain e Tell Abiad fecharam suas portas na sexta-feira (11), e que mais de 400 mil pessoas ficaram sem abastecimento de água na área de Hasakeh.


Autoridades de várias cidades perto do conflito decretaram o fechamento das escolas por pelo menos três dias, a partir de segunda-feira (14).


O governo turco chama a operação de "Fonte de Paz". Segundo o presidente Erdogan, os alvos são a milícia curda Unidades de Proteção do Povo (YPG), acusada de ter vínculo com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), e o Estado Islâmico.


Forças lideradas pela YPG foram aliadas dos Estados Unidos no combate ao grupo terrorista durante a guerra na Síria.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou a retirada das tropas americanas de posições importantes, como Ras al Ain e Tal Abyad, e assumiu o compromisso de não se envolver no confronto, o que evidencia uma mudança da estratégia americana. Na prática, os Estados Unidos abandonaram os curdos, que foram os seus principais aliados na luta contra o grupo extremista. A ofensiva faz crescer o temor de que o Estado Islâmico volte a ganhar força na região.


O objetivo da ação, segundo Erdogan, é estabelecer uma "zona de segurança" no nordeste da Síria. Turquia pretende criar uma "zona livre" na fronteira com a Síria, onde se concentram as forças curdas. O governo de Erdogan alega que a milícia curda YPG, presente nessa região, atua de forma terrorista e está por trás de ataques em território turco ligados ao PKK.

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