Ana Carolina apresentará show em Aracaju no dia 20

No dia 20 de março a cantora Ana Carolina se apresentará no Teatro Tobias Barreto. A turnê “Fogueira em Alto Mar” traz a mistura do samba e pop e conta com a participação de uma banda.

O nome da sua 12ª turnê é intitulado de “Fogueira em Alto Mar”. O título é bastante sugestivo. Revela um encontro de elementos opostos, como fogo e a água, mas em perfeita comunhão. Você poderia explicar como foi o processo criativo?

Ana Carolina – O nome foi uma sugestão de um dos compositores dessa música e que depois deu nome ao álbum, o Bruno Caliman, com quem inauguro uma parceria nesse trabalho. “Fogueira em Alto Mar” é algo obviamente impossível e quisemos trabalhar com essa metáfora. Pra mim, é exatamente como o amor, que – apesar de ser algo que todos buscamos – sempre será impossível termos a certeza se seremos amados de volta, se o amor que temos hoje sobreviverá ao tempo….

O seu mais recente trabalho traz quatro canções românticas que nos remetem ao início da sua carreira. Você as escreveu pensando em ter um encontro com o passado?

AC – Olhando pra esses 20 anos, eu acredito, claro, que as baladas e o amor sempre foram o que desenharam minha carreira e me conectaram com os fãs. Acho que não foi um trabalho pensado, foi algo natural o álbum “Fogueira em Alto Mar” trazer uma reconexão com a “Ana Carolina” lá do começo da carreira, com a presença mais forte do violão em músicas românticas.


Infonet –  Em uma entrevista recente você diz que ficou seis anos sem compor. Qual o motivo dessa ‘pausa’? E o que te fez a voltar a escrever?

AC – Como já comentei em algumas entrevistas, eu acredito que os hiatos e o silêncio são necessários para um artista criar novos projetos. Essa pausa foi importante para que eu conseguisse chegar em um projeto maduro de inéditas. Mas vale ressaltar que são seis anos sem lançar um álbum com novas canções, mas não parei de produzir nesse período. Em 2015, trabalhei com o DJ Mikael Mutti, com quem fiz uma turnê chamada Solo. Foi exatamente nesse show que cantei, por exemplo, ‘O Que é Que Há’, presente neste novo disco. A música foi uma indicação de um amigo, o Rodrigo Faour, um grande pesquisador e autor de diversos livros sobre música brasileira.

Em 2016, lancei o livro ‘Ruído Branco’, pela Editora Record, tanto no Brasil como em Portugal e, em seguida fiz uma turnê de mesmo nome com o músico Thiago Anthony. Em 2017 e uma parte de 2018, viajei com a turnê ‘Grandes Sucessos’. E foi justamente em 2018 que comecei e conclui a composição, produção e gravação desse álbum que saiu este ano


Uma das grandes surpresas no disco ‘Fogueira em Alto Mar’ é a participação da cantora Elza Soares, com a qual você divide a faixa ‘Da Vila Vintém ao Fim do Mundo’. Você considera esse momento o mais especial do disco? Como foi essa parceria?

AC – Em 2017, se não estou enganada, a Elza pediu que eu fizesse uma canção de amor para ela. E, como sempre acontece quando tenho que compor para uma grande diva, travei e não consegui. A música “Da Vila Vintém ao Fim do Mundo” é uma homenagem que faço para ela. Me juntei com Zé Manoel e escrevemos a letra desse samba pensando na figura emblemática dessa artista gigante. Cantar com ela, uma música escrita para ela, foi um momento emocionante que, com certeza, levarei comigo para sempre.





por João Paulo Schneider

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