Quinta, 21 de Janeiro de 2021
79 99979-2283
Esportes Esporte

Após reunião, sindicato pede que jogadores discutam redução salarial na França

Órgão que representa atletas diz que medida é necessária para salvar clubes em grave situação pela pandemia da Covid-19, que finalizou última temporada e levou a rescisão de contrato com TV

12/01/2021 19h22
12
Por: Redação Fonte: Terra
Enquanto PSG de Neymar e Mbappé tem realidade econômica mais tranquila, clubes sofrem com a pandemia na França — Foto: Getty Images
Enquanto PSG de Neymar e Mbappé tem realidade econômica mais tranquila, clubes sofrem com a pandemia na França — Foto: Getty Images

A União Nacional dos Jogadores de Futebol Profissionais da França iniciou uma campanha solicitando que os próprios atletas discutam com seus clubes uma redução salarial por conta da pandemia da Covid-19. O argumento do sindicato é que muitos times foram gravemente afetados pela crise que paralisou o futebol por cerca de quatro meses e vem deixando os estádios vazios desde março.

- O UNFP convida os jogadores a discutirem rapidamente com os seus clubes as condições de redução das suas remunerações de forma a salvar o futebol profissional, fortemente afetado por esta crise e garantir que a temporada 2020/21 chegue ao fim - diz o sindicato em comunicado.

O posicionamento surge justamente após uma reunião nesta terça, na sede do sindicato, que envolveu quatro atletas representando os jogadores e cinco dirigentes como porta-vozes dos presidentes de clubes, além do gerente-geral da Liga Profissional de Futebol (LFP), Arnaud Rouger.

A entidade também afirma que o futebol francês precisará passar por uma "reforma abrangente", no formato das competições, número de clubes e quantidade de jogos anuais. E que isto será discutido nas próximas reuniões com representantes dos clubes e da liga.

O futebol francês foi um dos mais impactados pela paralisação da temporada 2019/20, causada pela pandemia da Covid-19. Um acordo entre clubes e a LFP decidiu pela finalização precoce da temporada, ainda em abril, deixando de lado a possibilidade de retomada meses depois - como ocorreu nas outras grandes ligas europeias. A medida - na época apoiada por diversas equipes e atletas, incluindo o sindicato - gerou um impacto nas finanças por conta dos acordos de direitos de TV interrompidos.

O presidente do Reims, Jean-Pierre Caillot, um dos representantes dos dirigentes na reunião desta terça, já havia deixado claro em entrevista recente ao "Le Monde" que a situação financeira dos clubes foi duramente abalada pela rescisão de contrato de TV.

- Se os clubes pedirem falência, os jogadores ficarão desempregados. E pela primeira vez saberemos que a indenização máxima (em caso de rescisão) é muito abaixo do salário médio de um jogador de futebol - disse Caillot.

Em abril, jogadores e clubes fizeram um acordo de redução salarial de até 50% dos vencimentos, enquanto o futebol permanecesse paralisado no país. A bola ficou sem rolar na França de março a agosto, quando a temporada 2020/21 foi iniciada, ainda com portões fechados.

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Barra dos Coqueiros - SE
Atualizado às 11h17 - Fonte: Climatempo
30°
Nuvens esparsas

Mín. 23° Máx. 32°

33° Sensação
24 km/h Vento
62% Umidade do ar
60% (6mm) Chance de chuva
Amanhã (22/01)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. 21° Máx. 33°

Sol e Chuva
Sábado (23/01)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. 22° Máx. 32°

Sol e Chuva